Portugal Pro Golf Tour

JOÃO RAMOS NA ROTA PARA MELHOR PORTUGUÊS

Foi 12.º classificado no 4.º Penina Classic, ganho por um ex-campeão do Open da Madeira

João Ramos está a cotar-se como mais regular de todos os portugueses no Portugal Pro Golf Tour de 2018/2019. O profissional do Oitavos Dunes, em Cascais, foi o melhor português pela quarta vez na presente temporada em torneios deste circuito sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.

João Ramos foi 12.º classificado no 4.º Penina Classic, um torneio de 10 mil euros em prémios monetários, somando 142 pancadas, 4 abaixo do Par, após voltas de 70 e 72, ficando empatado com o amador coreano Kwoan So-Eun (71+71).

O 4.º Penina Classic foi a prova do Portugal Pro Golf Tour de 2018/2019 que contou com menos portugueses – apenas quatro entre 71 jogadores, pela simples razão de nesta fase do ano já estarem a andar as terceiras divisões do golfe profissional europeu e termos vários jogadores a atuar quer no Pro Golf Tour quer no Alps Tour.

Por exemplo, no Pro Golf Tour, Tomás Melo Gouveia e Tiago Rodrigues competiram ao mesmo tempo em Marrocos, num torneio de 30 mil euros, nos arredores de Casablanca, enquanto no Alps Tour Tomás Silva, Tomás Bessa, Miguel Gaspar e Vítor Lopes começam já no dia 19 a nova época no Ein Bay Open, da Winter Series, no Egito, com 40 mil euros em prémios monetários.

Tomás Bessa, que adora o Sir Henri Cotton Championship Course do Penina, em Portimão, onde já se jogou o Open de Portugal, seria sempre um candidato ao título. Aliás, venceu um dos torneios do Portugal Pro Golf Tour no Penina e foi vice-campeão noutro.

Mas nem por isso Portugal deixou de estar bem representado neste 4.º Penina Classic. João Ramos andou no top-10 durante grande parte da prova e só não conseguiu o seu quinto top-10 da época porque talvez tenha sido demasiado agressivo em algumas situações, mas essa atitude é mais de louvar do que de reprovar.

"Senti-me bem a jogar. A única diferença foi que fiz alguns bogeys a mais que não deveria, mas vou tentar retificar este ponto e veremos no que resulta no próximo torneio", disse o português de 24 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Quando o profissional da Wilson Staff se refere "à única diferença", está a comparar com outros bons resultados deste ano, designadamente o 2.º lugar no San Lorenzo Classic, na Quinta do Lago, em dezembro, o 3.º posto no 2.º Palmares Classic, a 6.ª posição no 1.º Penina Classic e o 4.º lugar no 5.º Palmares Classic, em janeiro.

Acontece que esta semana, no Penina, João Ramos fez muitos birdies (11) mas também vários bogeys (7). "Os bogeys que fiz, de uma maneira geral, deveram-se a más decisões, a tacos errados, a shots mais agressivos para bandeiras com pouca margem para erros. As condições estiveram boas, apenas algum vento, mas nada de especial", elucidou o jogador que ganhou há três anos um torneio do Algarve Pro Golf Tour (o circuito que antecedeu e deu origem a este).

O Portugal Pro Golf Tour tem demorado algum tempo a atualizar o seu ranking e neste momento ainda vigora a Ordem de Mérito depois de concluída o 4.º Swing, quando já vamos no 6.º Swing, mas da tabela que existe, João Ramos é o 2.º classificado. Mesmo que tenha perdido alguns lugares, estará seguramente no top-10 e não é descabido pensar que poderá chegar ao final da época como o melhor português.

Um feito se pensarmos que o circuito tem sido frequentado por jogadores como Ricardo Santos, Tiago Cruz, Tomás Silva, Pedro Figueiredo, Tomás Melo Gouveia, Tiago Rodrigues, Tomás Bessa, João Carlota, Miguel Gaspar e Hugo Santos, para referir apenas os mais mediáticos.

"Sinceramente, ser o melhor português é uma coisa a que não ligo. Tento focar-me no meu jogo e fazer o melhor possível e caso seja o melhor português, é sinal que fiz um bom torneio porque temos muito bons profissionais portugueses", limitou-se a comentar.

Em contrapartida, dá mais relevância a uma boa classificação final no ranking do Portugal Pro Golf Tour, que tem atraído jogadores de circuitos muito superiores: "Em tudo o que faço tento dar sempre o meu melhor e claro que quanto melhor classificado ficar, melhor irei sentir-me e mais confiante ficarei para os torneios que aí vêm".

O 4.º Penina Classic foi o terceiro jogador seguido do Portugal Pro Golf Tour a ser decidido num play-off, mas, desta feita, o luso-suíço Raphael de Sousa não esteve envolvido na "morte súbita", embora tenha, uma vez mais, jogado muito bem.

De Sousa era o líder aos 18 buracos e terminou no grupo dos 4.º classificados com 138 (68+70), -8. O título foi, no entanto, para o inglês Daniel Brooks (68+68), que bateu no play-off o sueco Hannes Ronneblad (70+66), depois de terem empatado aos 36 buracos com 136 (-10).

Foi o terceiro título profissional do inglês de 32 anos, que já tinha triunfado numa prova do PGA EuroPro Tour (uma das terceiras divisões europeias) em 2009 e, sobretudo, já tinha conquistado um título no European Tour, curiosamente no Madeira Islands Open BPI de 2014, já então num play-off sobre o escocês Scott Henry.

O 4.º Penina Classic contou com quatro portugueses entre 71 participantes. As suas classificações e resultados foram as/os seguintes:

12.º (empatado) João Ramos, 142 (70+72), -4, €362
39.º Tiago Cruz, 151 (77+74), +5
47.º (empatado) Alexandre Abreu, 156 (81+75), +10
56.º (empatado) Mikael Carvalho, 160 (82+78), +14

O próximo torneio do PPGT é o 5.º Palmares Classic, de 10 mil euros em prémios monetários, nos dias 18 e 19.

 

Press-Release
Portugal Pro Golf Tour
Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf para Record
18 de Fevereiro 2019

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Revised: 18-02-2019 .