Campeonato Nacional de Jovens

TRÊS CAMPEÕES E UM VENCEDOR COM GRANDE COMPETITIVIDADE

Ana da Costa Rodrigues, Rodrigo Marques Santos e Alberto Costa Marques sagraram-se campeões nacionais de jovens nos escalões etários de sub-10 e sub-12, enquanto o espanhol Kostka Horno foi o melhor nos sub-12, mas não pode ver-lhe atribuído o estatuto de campeão nacional por não ser português.

O Campeonato Nacional de Jovens está a ser organizado pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG) no Santo Estêvão Golfe, e continua a decorrer até sexta-feira no campo do Grupo Orizonte no concelho de Benavente, agora nos escalões de sub-14, sub-16 e sub-18. 

Um total de 67 jogadores de 18 clubes (incluindo as duas regiões autónomas dos Açores e Madeira) esteve presente em Santo Estêvão durante dois dias e a competitividade foi a nota dominante, para além do bom nível de golfe manifestado, sobretudo pelo evento de sub-12 masculino. Os sub-10 jogaram nove buracos por dia, enquanto os sub-12 competiram em 18 buracos diários.

Veja-se como o título de sub-10 masculino foi decidido por 1 único ponto, enquanto a vitória nos sub-12 masculinos também foi determinada por 1 escassa pancada. Só no torneio feminino de sub-12 não houve incerteza até ao fim, dada a superioridade de 12 pancadas! 

Ana da Costa Rodrigues, do Club de Golf de Miramar liderou desde o primeiro dia e totalizou 164 pancadas, 18 acima do Par, com voltas de 86 e 78. A vice-campeã nacional foi Diana Barros, do Oporto Golf Club, com 176 (90+86), +30. 

Rodrigo Marques Santos, da Associação Quinta do Lago, era 2º no final de uma primeira volta de 12 pontos (stableford gross), mas depois fez 14 pontos no segundo dia, para vencer com 26 pontos, 11 acima do Par. Tomás Afonso Araújo, de Miramar, até conseguiu no segundo dia a melhor volta de todo o torneio, com 15 pontos, mas na jornada inaugural só conseguira 10 pontos, pelo que agregou 25 (+11), ficando a 1 ponto do campeão. 

Alberto Costa Marques adicionou 156 pancadas, 10 acima do Par, resultantes de voltas de 76 e 80, e foi o melhor português da competição, razão pela qual levou para Miramar o título de campeão nacional. No entanto, ficou a 1 ponto do melhor jogador do torneio, o espanhol Kostka Horno (voltas de 77 e 78). 

Apesar de representar o Quinta do Vale Golf & Country Club, Kostka Horno não pode receber o título de campeão nacional, mas foi premiado com um troféu pelo melhor resultado da prova, de 155 pancadas, 9 acima do Par. 

O vice-campeão nacional de sub-12 foi outro jogador de Miramar, Pedro Afonso Freitas, com 159 pancadas, 13 acima do Par, entregando cartões de 77 e 82. 

Tanto Ana da Costa Rodrigues como Rodrigo Marques Santos foram pela primeira vez campeões nacionais e o próprio Kostka Horno considerou ter sido a sua vitória mais importante de sempre. Já Alberto Costa Marques confirmou nos sub-12 o que já tinha feito em 2015, em Miramar, quando foi campeão nacional de sub-10. 

«Era um objetivo que tinha há muitos anos, depois de ter ficado em 2º em três campeonatos, portanto, ganhar foi um objetivo realizado», disse Ana da Costa Rodrigues, de 12 anos, que tinha sido vice-campeã de sub-10 no Jamor em 2014 (perdeu para Maria Barroso Sá) e em Miramar em 2015 (cedeu para Diana Barros, de quem agora se desforrou), e ainda vice-campeã de sub-12 no Jamor em 2016 (superada por Sofia Barroso Sá). 

Houve uma diferença notória nas condições de jogo entre o primeiro e o segundo dia de prova, sobretudo no que se refere às elevadas temperaturas na primeira volta, bem superiores a 30 graus. «Não quero usar isso como desculpa – referiu a jogadora treinada pelos irmãos Nelson e Sérgio Ribeiro – e havia muitas coisas a melhorar depois do primeiro dia e no segundo já melhorei, sobretudo meti mais putts». 

O sucesso de Alberto Costa Marques foi o menos surpreendente neste campeonato, por tratar-se de um jovem de 12 anos que tem dominado de forma avassaladora o Circuito Drive da FPG, onde é quase invencível. Tal como Ana da Costa Rodrigues, é treinado pelos irmãos Nelson e Sérgio Ribeiro. 

«No ano passado não consegui ganhar, porque correu-me mal, mas este ano fiz uma grande primeira volta, a segunda já não correu tão bem, mas chegou para ganhar», disse Alberto Costa Marques, que, apesar de ter preferido ser também o 1º classificado, para além de campeão nacional, não deixou de elogiar a presença e a rivalidade com Kostka Horno: «Gosto de sentir que há competição entre nós, isso puxa mais por mim. O meu adversário é bom e eu tive de esforçar-me mais para acompanhá-lo. O melhor no meu jogo foram os ferros e o putt, já o pior foi o drive e as madeiras. Acho que foi importante esquecer o calor e adaptar-me». 

Se Ana da Costa Rodrigues e Alberto Costa Marques pertencem a famílias há muito ligadas ao golfe, com irmãos mais velhos que também são campeões na modalidade, já Rodrigo Marques Santos, de 9 anos, diz que só começou «a jogar golfe há três anos e a competir em torneios há dois» e que gosta de acompanhar no circuito «o Pedro Figueiredo e o Ricardo Melo Gouveia». E na sua primeira grande entrevista que deu já parecia um golfista traquejado. 

«Ser campeão nacional era uma coisa que sabia que era possível. No primeiro dia comecei bem, mas depois cheguei ao segundo (buraco) Par-5 e “furei”. Depois pensei “já passou” e consegui fazer dois pares. No final do primeiro dia ia em 2º, com 1 ponto de desvantagem. No segundo dia comecei logo bem e no primeiro buraco empatei logo e depois correu bem, os chips estavam bons», analisou o jogador dos treinadores José Ferreira e Nuno Silva. 

José Ferreira, treinador na Quinta do Lago, define «Rodrigo como um jogador completo para a idade. Bate forte na bola com uma distância grande para a sua idade e isso é uma vantagem. Tinha limitações no jogo curto e, como é costume nestas idades, na gestão das emoções. Trabalhámos muito nessas áreas e ele é hoje um jogador mais forte, sabe estar no campo e está mais tranquilo, como se vê por ter ganho os três últimos torneios que jogou (Circuito Drive no Jamor, US Kids em Santo Estêvão e o Campeonato Nacional de Jovens em Santo Estêvão), o que mostra uma maturidade evoluída para a idade». 

Na cerimónia de entrega de prémios estiveram presentes José Luís Figueiredo, diretor do Santo Estêvão Golfe; Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG; António Vasconcelos, diretor de torneio; e Nelson Ribeiro, selecionador nacional. 

Em declarações à GMK, Miguel Franco de Sousa considerou o balanço «positivo. Os clubes estão a fazer um bom trabalho não só em terem mais jogadores, mas também em treiná-los. Termos tantos jovens significa que temos o futuro da modalidade assegurado. O crescimento tem de ser sustentável e estes são jovens que à partida não irão deixar a modalidade porque jogam a um nível em que só querem melhorar e dentro de meia dúzia de anos vamos ver os frutos desta “cantera”».

Press-Release
 FPG
6 de Junho 2017

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Revised: 06-07-2017 .