João Carlota terminou no grupo dos 35º classificados, empatado com mais
sete jogadores, com 275 pancadas, 9 abaixo do Par, embolsando 1.105
euros de ‘prize-money’, dando sinais de ter recuperado da lesão nas
costas que o tinha forçado a desistir no torneio suíço do Challenge
Tour.
Se não contarmos com dois top-25 que alcançou em 2015 e 2014 em etapas
da Escola de Qualificação do European Tour, o algarvio de 25 anos
superou hoje nos três parâmetros já referidos os seus recordes pessoais
que datavam da sua participação no Open do Quénia do ano passado, onde
foi 41º (empatado), com 285 (-3), merecendo uma remuneração de 1.040
euros.
As suas voltas nos últimos dias de 66, 68, 72 e 69, três das quais
abaixo do Par, também ultrapassaram os cartões de 68, 72, 70 e 75 do
Quénia, para além de uma última volta melhor, o que é sempre sinal de
progressão.
O único aspeto, meramente residual, em que João Carlota não logrou
superar a sua prestação de há um ano foi no número de birdies. No Karen
Country Club fez 17 (e 2 eagles), enquanto esta semana, no Cleydael Golf
& Country Club, em Aartselaar, converteu 16.
Em contrapartida, no Quénia foi menos consistente e deixou 18 pancadas
no campo, mas na Bélgica só sofreu 7 bogeys.
Os seus dois primeiros dias foram de altíssimo nível, com apenas 2
pancadas perdidas, terminando sempre no top-10, tanto aos 18 como aos 36
buracos.
A terceira volta, a única em que não bateu o Par do campo, custou-lhe a
saída do top-10, do top-20 e até do top-30 e o jogador queixou-se ao
site especializado “Golftattoo” ter jogado bastante melhor do que
transparece o resultado de 72 (+1), opinião corroborada pelo presidente
da PGA de Portugal, José Correia, que desempenhou as funções de caddie.
Hoje, em declarações ao jornalista Rodrigo Cordoeiro, do mesmo site, o
atual 151º da Corrida para Omã do Challenge Tour considerou que «o
balanço foi, em geral, positivo».
«Não joguei o meu melhor mas aproveitei bem as oportunidades. Sinto que
ainda há muita margem de evolução da minha parte», acrescentou.
O representante do Team Portugal está a disputar apenas a sua segunda
época completa como profissional e os resultados em 2016 têm sido
encorajadores: Foi 9º num torneio do novo circuito profissional espanhol
e no Algarve Pro Golf Tour acumulou quatro top-10: 7º no 1º Boavista
Classic, 10º no TGC Open, 6º no 4º Palmares Classic, e 2º no 5º Palmares
Classic.
Ontem, num desabafo nas redes sociais, escreveu: «Believe in your
dreams, your tasks and targets, and somehow one day you will be rewarded
when you less expect».
Press-Release
F.P.G:
12 de Junho 2016
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